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Veja 3 tendências do varejo que o seu negócio não pode ignorar

VOLTAR 17/09/2020

Mundo pós-pandemia: veja 3 tendências do varejo que o seu negócio não pode ignorar

 Como embarcar sua empresa nas mudanças de hábito e acompanhar as tendências de consumo catalisadas pela pandemia

 

O comportamento do novo consumidor

Confira abaixo as principais tendências que, segundo o Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), devem impactar bastante o segmento após a pandemia.

 

Movimento “Faça você mesmo” e círculo de consumo local

Segundo a avaliação da especialista, uma das tendências é que o consumidor sinta-se cada vez mais incentivado a fazer seus próprios produtos. O conceito, do inglês Do it Yourself (DIY), que começou na década de 70 como rejeição à ideia de comprar produtos de comerciantes terceiros, pode pegar tração com as influências diretas da pandemia sobre a vida dos consumidores.

Para Patrícia, isso se dá principalmente pelo fato de os consumidores colocarem uma visão um pouco mais pessoal para os produtos – fato que foi impulsionado pelas redes sociais e pelos criadores de conteúdo nas plataformas digitais.

Ou seja, o conceito de fazer você mesmo torna-se mais forte à medida que as pessoas e os processos produtivos se misturam diante dos confinamentos e restrições de compra que a Covid impôs.

Ainda segundo a diretora, a ideia de “círculo de consumo local”, direcionada ao incentivo do consumo de produtos vendidos localmente e de forma segura, pode ser uma outra grande tendência mundo pós-covid.

 

Você tem uma valorização desses pequenos e micronegócios, não só pela conveniência e proximidade, mas pela sensação do que aquilo traz como pessoa”, acredita Patrícia.

 

Slowlife e consumo crítico/colaborativo

 

O grande fundamento do “Slowlife” é a alteração do ritmo da vida e a eliminação de tudo aquilo que pode ser considerado não essencial. Segundo a diretora, uma visão mais crítica e analítica sobre o que consumimos e o porquê pode levar muitos consumidores a repensarem suas necessidades de compra.

Para Patrícia, a pandemia trouxe novas concepções sobre os produtos e serviços e como o uso deles impacta a vida de cada um, com isso as pessoas passaram a valorizar mais os momentos e as experiências do que o item ou o serviço em si.

Patrícia ainda diz que o consumo excessivo de certos produtos e serviços pode levar o consumidor a pensar sobre a real necessidade de manter um uso exclusivo de algum item. Revelando outra possível tendência para o varejo: o consumo colaborativo.

 

Redes sociais, interação remota e digitalização

 

O papel protagonista que as redes sociais têm desempenhado na interação online não é algo inédito e tampouco foi causado pela pandemia, mas as redes não deixam de ser um dos canais mais importantes para o futuro do varejo, segundo a visão do Ibevar.

Para a diretora, é mais do que claro que a digitalização e as redes sociais são fatores determinantes no consumo democratizado e influenciam as decisões de compra de produtos e serviços.

“Plataformas digitais concorrentes e complementares fornecem acesso a informações detalhadas do produto e expõem as experiências dos indivíduos”, comenta.

“O digital é uma decorrência de todo resto e não um ponto de partida. O próprio pensamento de e-commerce já se tornou algo antigo. Precisamos entender melhor a conversão e ‘conversação’ com o consumidor. O que vale agora é como falar e se comunicar digitalmente com os clientes e não discutir sobre se vale ou não estar no digital”, explica Patrícia.

 

Patrícia Cotti, diretora executiva do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar

Por Allan Gavioli - https://www.infomoney.com.br/

 

 

Obs.:

O momento é importante para o lojista reavaliar todo seu processo de compra e vendas. Ter o conhecimento da representatividade de cada produto presente em seu mix para avaliar sua permanência ou não é fundamental, também se deve acompanhar as novas experiências que o cliente busca em sua loja, para poder oferecer novos produtos, de acordo com seu momento de consumo. Inserir ofertas como, mercearia, higiene, limpeza, souvenires, papelaria, entre outros é um exercício a ser praticado.

  Não basta ampliar o mix de produtos oferecidos se não forem informados corretamente, expor o produto é importante, mas falar de suas características e benefícios tem sido um dos fatores que trazem mais engajamento, enfim, a maneira de conversar com o cliente mudou e é necessários estar atento a essa nova linguagem.

 

Charles Monteiro, gestor da agHora Conveniência

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